Você conhece os grupos de componentes da SRAM?

Quando falamos de componentes de bicicleta no Brasil, o primeiro nome (ou marca) que vem à cabeça da maioria das pessoas é Shimano. Talvez essa fama seja pelo fato da empresa ter mais de 90 anos de história. Mas hoje, vamos falar sobre outra fabricante a nível mundial de componentes para bicicleta, cuja popularidade cresce cada vez mais, inclusive no Brasil: a SRAM.

A proposta desta matéria é apresentar a marca e algumas das principais características de cada grupo de componentes da transmissão.

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A SRAM

Logo da SRAM

“Melhoramentos perpétuos. Inovação revolucionária. Quando melhoramentos são continuamente realizados para cada atributo de cada componente, o resultado é a melhor performance. E para verdadeiros entusiastas do ciclismo, não há nada mais gratificante do que alcançar o melhor pedal. E a melhor parte é que nós apenas continuamos a melhorar”.

“Isto é a SRAM. Claro, um ciclista casual vai apreciar uma performance solida, confiabilidade e padrões de qualidade que qualquer outro espera. Mas são os ciclistas que vivem e respiram bicicletas que nos amam, pois bicicletas são o que nós amamos. Na verdade, elas são nosso único amor”.

“Componentes para bicicletas é tudo o que fazemos e é por isto que os fazemos tão bem. A SRAM começou com o objetivo de criar o melhor e absoluto sistema de trocadores de marchas e mudou o mundo do ciclismo com a criação do Grip Shift (passador de marchas “de punho”). Para dar continuidade à inovação, nós investimos na Sachs Bicycle Company e não construímos somente uma estrutura de fabricação, mas uma verdadeira obra de arte em Schweinfurt, Alemanha. Nós tivemos a visão e o desejo de expandir nossa presença na industria então encontramos a melhor companhia de suspensões, a Rock Shox, e juntamos forças criando um grande alvoroço na comunidade global de ciclismo. Não contentes, sabíamos que expandindo nossa linha com os melhores freios, movimentos centrais e pedivelas iriam deixar o pedal ainda mais perfeito. Então, nos juntamos à Avid e a Truvativ”.

“Agora que temos uma linha completa de transmissão, vamos continuar a perseguir avanços na tecnologia e engenharia, enquanto que compulsivamente redefinimos o pedal perfeito”.

*trechos retirados do website da SRAM.

Componentes

Vamos direto ao ponto. Esta matéria foi elaborada para apresentar a SRAM e seus principais produtos. A empresa fabrica todos os componentes da transmissão: alavancas de câmbio, câmbios traseiros,  dianteiros (embora sua proposta seja cada vez mais abolir os câmbios dianteiros das Mountain Bikes), pedivelas completos, movimentos centrais, cassetes e correntes. Além disso, ainda fabrica freios e componentes de freio,  rodas e cubos.

Note que os grupos de componentes que serão apresentados são utilizados na modalidade de Mountain Bike, excluindo as modalidades de ciclismo de estrada (Speed) e Downhill.

Basicamente podemos dividir os grupos de componentes em 3 Categorias: de entrada, intermediário e de alto nível/competição.

Grupos de entrada

X5

Com tecnologia e performance dignas de um produto de alto nível,  os componentes X5 levam aos entusiastas do ciclismo off-road um equipamento de arrasar. Com performance leve, precisa e amplitude de velocidades, a linha X5 traz o melhor de cada bike – e de cada ciclista.

Este é o grupo de entrada da marca, que oferece uma configuração bem interessante para tal.

  • O pedivela deste grupo possui a configuração de 2 coroas para 10 velocidades (2×10) ou 3 coroas para 10 velocidades (3×10). No 2×10 as coroas podem ser 42-28t, 39-26t, 38-24t ou 36-22t. Já no 3×10 as coroas são 44-33-22t. 
  • O câmbio dianteiro pode ser para 2 ou 3 velocidades;
  • Os cassetes podem ser de 9 ou 10 velocidades, assim como as alavancas de câmbio;
  • Já o câmbio traseiro é para 10 velocidades e possui tecnologia que evita o movimento desordenado do braço do câmbio, dando muito mais estabilidade e precisão nas trocas de marcha;
  • O movimento central é integrado e selado, o que proporciona uma redução de peso na bicicleta.

Grupos Intermediários

X7

A mesma tecnologia do câmbio traseiro das transmissões campeãs  SRAM XX1 e SRAM 2X X0 e X9 agora no grupo X7 levando o controle da corrente a um outro nível. O grupo X7 traz versatilidade, alta capacidade, alto acabamento, precisão e confiabilidade na linha de componentes intermediários. Indicada para todos os tipos de terreno, das trilhas locais à pista mais desafiadora. 

  • O câmbio traseiro tem duas versões: para 9 ou 10 velocidades os quais possuem características distintas, como braço com ou sem  tecnologia que proporciona mais firmeza ao câmbio. Ambos possuem um braço (cage) de carbono 3000;
  • O pedivela oferece a opção 2×10 ou 3×10;
  • O cassete pode ser de 9 ou 10 velocidades, assim como as alavancas de câmbio;
  • Este grupo ainda oferece a opção de passador de marcha grip-shift ou “de punho”, o qual é acoplado no guidão e se assemelha a uma manopla;
  • O câmbio dianteiro pode ser para 2 ou 3 velocidades e oferece opção com abraçadeira ou diretamente parafusado ao tubo de selim;
  • A grupo ainda oferece o guia de corrente Truvativ que é compatível com a linha 2×10.

X9

O grupo desenvolvido para o enduro, de modo a possibilitar pedalar morro a cima ou morro abaixo, por parte técnicas ou pedaladas suaves. Com trocas de marcha precisas, pedivela leve e confiável, o grupo X9 te ajuda a passar por qualquer terreno, seja no sprint final de uma corrida ou no passear do dia-a-dia.

Este, é muito parecido com o anterior, X7, ainda na linha intermediária.

  • O câmbio traseiro possui versões para 9 ou 10 velocidades. O câmbio de 10 velocidades apresenta tecnologia de estabilidade e firmeza ao braço do câmbio;
  • Assim como passadores de marcha, o grupo apresenta cassetes de 9 ou 10 velocidades;
  • Também há a opção de passador de marcha grip shift ou “de punho”, o qual é acoplado no guidão e se assemelha a uma manopla;
  • O câmbio dianteiro pode ser para 2 ou 3 velocidades, assim como o pedivela;
  • Além de corrente, a grupo ainda destaca o guia de corrente Truvativ X Guide, compatível com a linha 2×10.

NX

“É como você começa que importa”. Esta é a linha com pedivela de 1 coroa da SRAM, desenvolvida para MTB, com ampla opção de combinações desenvolvidas para oferecer simplicidade e durabilidade, para que você possa focar no que realmente importa: pedalar. 

  • Este grupo apresenta a transmissão 1×11;
  • O pedivela fabricado em alumínio 6000 possui uma coroa com 5 possibilidades de escolha: 30, 32, 34, 36 ou 38 dentes;
  • Câmbio traseiro de 11 velocidades possui tecnologia de estabilidade, evitando que a marcha troque sozinha, proporcionando assim uma troca mais precisa e rápida. Além disso, o câmbio é desenvolvido com tecnologia que proporciona um maior encaixe da corrente, resultando em maior desempenho;
  • Pelo fato desta ser uma transmissão 1×11 não há câmbio ou passador de marcha dianteiro;
  • Os passadores de marcha podem ser do modelo com gatilho ou o grip-shift (passador de “punho”);
  • O cassete, de 11 velocidades possui configuração 11-42 Super wide-range, ou seja, tem uma amplitude muito boa;
  • A corrente deste grupo também é otimizada para proporcionar maior encaixe e desempenho.

GX

Esta também é uma linha com opções de transmissão 1×11, 2×11 e 2×10, similar à anterior, NX. A diferença é que a GX promete ser mais versátil, para o ciclista iniciante ou expert , com uma amplitude de marchas que atendem a qualquer terreno. Este grupo apresenta inclusive uma linha exclusiva para Downhill de 7 velocidades. Vamos falar da linha 1×11 abaixo, até para que você possa comparar com o grupo NX.

  • A linha de MTB 1×11 é bem similar ao grupo anterior NX. O câmbio de 11 velocidades possui tecnologia de estabilidade, evitando que a marcha troque sozinha ou “pule”, proporcionando trocas mais rápidas e precisas. Também apresenta tecnologia de encaixe com os outros componentes da transmissão, resultando em maior desempenho;
  • O Pedivela possui duas opções, ambas com coroas de 32 dentes. Uma das versões é desenvolvida para oferecer redução de peso na bike;
  • O cassete também tem duas opções de 11 velocidades, sendo uma com 10 engrenagens de aço e 1 de alumínio e outra e outra com 11 engrenagens de aço. A configuração de ambas é de 10-42D. Possuem tecnologia de material leve porém resistente, com aberturas entre as engrenagens para evitar a acumulação de lama;
  • Esta linha ainda oferece um corpo do cassete que permite o uso de um cassete de 10 velocidades;
  • Os passadores de marcha podem ser com gatilho ou grip-shift.

UPDATE: a SRAM lançou o Grupo SRAM GX Eagle, com 12 (sim, 12) velocidades!!!

GX Eagle

Este é o grupo GX atualizado, agora com 12 velocidades. Possui todos os componentes da transmissão desenvolvidos e é totalmente compatível com todas as linhas de transmissão Eagle. Assim, nós temos uma opção mais barata do que os grupos de alto nível, mas com um funcionamento ímpar e logicamente, muita amplitude, com o cassete de 12 velocidades (vou repetir: 12 velocidades).

  • O grupo oferece a alternativa de passadores modelo com gatilho ou grip-shift;
  • O câmbio de 12 velocidades conta com a tecnologia de tensão no cage e controle de estabilidade, apresentando um câmbio muito firme, com trocas precisas, rápidas e confortáveis;
  • O cassete de 12 velocidades, com configuração 10-50 apresenta uma grande amplitude e design com aberturas entre as engrenagens, para evitar a acumulação de barro.

 

 

Confira o vídeo do amigo Samuel Ferraz explicando um pouco mais sobre este lançamento:

Veja também o vídeo do canal PraQuemPedala:

Grupos de alto nível

X1

Aqui já entramos nos grupos designados para competição. Este, com uma linha exclusivamente 1×11 designado para Cross Country ou All-Mountain, promete oferecer desempenho superior. Com opções de cassetes e coroas dianteiras amplas e tecnologia de precisão no encaixe entre seus componentes da transmissão, este é o grupo de alto nível da SRAM para a linha 1×11.

  • Este grupo não oferece a opção de grip-shift, apenas passadores de 11 velocidades do tipo com gatilho;
  • O câmbio de 11 velocidades possui tecnologia de controle de tensão no braço do câmbio (cage) e estabilidade, oferecendo trocas mais precisas e rápidas, evitando trocas involuntárias ou “pulos” de marcha. O câmbio ainda é desenvolvido para ter encaixe mais preciso com outros componentes da transmissão, resultando em mais desempenho;
  • O pedivela tem três opções, com diferentes materiais e especificações. Apresentam tecnologias como otimização de encaixe com outros componentes da transmissão, proporcionando maior desempenho;
  • O cassete de 11 velocidades possui a configuração 11-42D, com ótima amplitude e tem sua construção com 3 engrenagens fabricadas de um bloco de aço com 8 engrenagens adicionais individualmente fixadas;
  • A linha ainda oferece opções de coroas dianteiras, corrente e corpo do cassete.

XX

O Grupo XX também faz parte da linha de alto nível da SRAM. Este, com transmissão exclusivamente 2×10, promete ser leve e confiável mesmo nas condições mais duras. Além da amplitude que você tem por este grupo ser 2×10 (2 coroas dianteiras), ele foi desenvolvido para atender às expectativas dos melhores ciclistas.

  • O grupo apresenta passadores de marcha do tipo “gatilho” ou grip-shift de 10 velocidades;
  • O câmbio traseiro de 10 velocidades possui braço de fibra de carbono, tecnologia de estabilidade que evita a troca involuntária ou “pulo” da marcha, proporcionando mais rapidez e precisão. Ainda é compatível com cassete de 36D;
  • O câmbio dianteiro de perfil baixo e 2 velocidades é oferecido nos modelos de fixação por abraçadeira ou fixação direta no quadro;
  • O pedivela especificamente desenhado para a configuração 2×10 possui tecnologia de suavização de trocas de marcha com coroas especialmente desenhadas;
  • O cassete de 10 velocidades fabricado em material leve e resistente, possui aberturas para evitar a acumulação de barro entre as engrenagens, que foram desenvolvidas para proporcionar um encaixe melhor entre os componentes de transmissão;
  • O grupo ainda faz a recomendação de suspensão dianteira e traseira Rock Shox, movimento central e guia de corrente Truvativ.

XX1

Continuando na linha de alto nível da SRAM, lhe apresento o grupo XX1. Dedicado inteiramente para o sistema de transmissão com pedivela de uma coroa o XX1 foi criado para ser versátil, ou seja, atender às necessidades de diversos tipos e terrenos de pilotagem, com desempenho superior.

  • O grupo XX1 conta com passadores de marcha do tipo com gatilho ou grip-shift para 11 velocidades;
  • O câmbio traseiro de 11 velocidades possui braço (cage) de fibra de carbono. Além disso, conta com tecnologias de tensão no braço e controle de estabilidade, proporcionando mais precisão e rapidez nas trocas de marchas;
  • Duas opções de pedivela são oferecidas, uma delas com o dispositivo Quarq Power, um medidor de potência já instalado. Já outra opção sem o dispositivo tem braços de carbono e aranha de alumínio forjado.  Ambos foram desenvolvidos para ter um melhor encaixe com os outros componentes da transmissão, proporcionando maior desempenho;
  • O cassete de 11 velocidades fabricado em material leve e muito resistente, possui configuração 10-42 com uma grande amplitude, que atende qualquer terreno. O design evita que lama acumule no meio das engrenagens;
  • Ainda são oferecidas outras opções de coroas para o pedivela, roldana de híbrida de cerâmica, corpo do cassete e corrente para otimizar ainda mais sua relação.

XX1 Eagle

Conheça melhor grupo da SRAM. O XX1 Eagle foi desenvolvido para ser o melhor grupo de transmissão de 1 coroa do mundo. Com material leve, resistente, especialmente desenhado para fornecer o máximo de performance, com suavidade e de forma silenciosa. Especialmente desenvolvido para Cross Country, este promete ser o campeão dos campeões.

  • O grupo traz a opção de passadores de marcha do tipo com gatilho ou grip-shift de 12 (sim, 12!) velocidades. No primeiro, o gatilho é feito de carbono e possui outras partes com material leve para redução de peso;
  • O câmbio traseiro possui capacidade para cassetes 10-50, tecnologia de controle de tensão do braço (cage), estabilidade, e encaixe com os outros componentes da transmissão, proporcionando trocas mais precisas e rápidas. Além disso, o braço do câmbio (cage) é fabricado em carbono, já o corpo em material leve porém muito resistente, oferecendo durabilidade, trocas silenciosas e por consequência, mais desempenho;
  • O pedivela possui a tecnologia de material Carbon Tuned lay-up: leveza, resistência e desempenho. Desenhado para oferecer encaixe com os outros componentes da transmissão resultando em maior desempenho;
  • O cassete de 12 velocidades, possui a configuração 10-50D apresentando uma grande amplitude de marchas. Mesmo com material, leve, é muito resistente e ainda possui desenho de modo a evitar acumulação de lama;
  • O grupo ainda destaca corrente, coroa e corpo de cassete.

Conclusão

A SRAM tem uma proposta muito interessante de abolir os câmbios dianteiros de vez, embora possua alguns grupos com a linha 2x e 3x. Esta proposta pode não parecer lógica num primeiro momento, mas evidentemente, existem inúmeros estudos em cima dos equipamentos desenvolvidos para que não se tenha perda nenhuma. De fato, a ideia é abolir a manutenção dos câmbios dianteiros, o que representa uma ótima economia para nós consumidores e apaixonados por bicicleta.

Isto também impulsiona a tecnologia investida nos outros componentes, como por exemplo o câmbio. A SRAM demonstra isso, pois defende que suas transmissões 1x podem ser utilizadas sem a necessidade de um guia de corrente. E aí, novamente, quem ganha somos nós ciclistas. 

Embora seus grupos não sejam necessariamente definidos por uma hierarquia e uma lógica de preço, apresentam opções de qualidade e tecnologia ímpar.

Veja o vídeo abaixo do canal Global Mountain Bike Network visitando o local de fabricação dos componentes SRAM em Taiwan:

 

Esta matéria foi elaborada com informações retiradas no website da SRAM.

Confira a matéria feita pelo Fernando do blog Aventrilha, procurando fazer um comparativo entre os grupos da Shimano x SRAM.

 

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Conheça os grupos de componentes SRAM

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